Jornal Nacional | Criança Esperança: em SP, crianças e jovens com câncer têm espaço para produzir arte

Imagine um lugar onde crianças e jovens com câncer encontram não só atendimento médico, mas um espaço para ficar com a família e produzir arte. Em São Paulo, elas têm tudo isso e um pouco mais. A Tucca é um dos mais de cinco mil projetos apoiados pelo Criança Esperança, um projeto da Globo em parceria com a Unesco, que começa oficialmente neste sábado (27). Por lá, o tratamento vai além dos remédios. As gotas de quimioterapia substituídas por lágrimas.

“É um choro de alívio. Não tem como descrever”, diz Ednaldo Fernandes.

A gente pode ajudar contando que é assim que ficam um pai e uma mãe quando o tratamento contra o câncer da filha termina.

“Foi uma surpresa porque a gente estava contando que ainda faltava uma. Aí, quando chegamos e o médico falou: ‘Olha, é a última’, a gente não acreditou”, contou Simone Azevedo Fernandes.

O Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo, é grande e tem um anexo – um parceiro chamado Tucca, que trata crianças e adolescentes com câncer.

Os avanços da ciência, o trabalho incansável dos médicos e profissionais de saúde, o apoio da família e dos amigos, tudo isso é fundamental para enfrentar o câncer. Mas na Tucca, pequenos e jovens guerreiros têm um estímulo extra, um incentivo colorido e poderoso para enfrentar a doença.

Em meio aos suportes de soro e remédios, cadeiras reclinadas e camas, há um carrinho com lápis coloridos, pincéis e tintas. Eduardo Comodo Valarelli é o professor que há quatro anos injeta arte nos pacientes da Tucca.

“Acho que a magia está aí, a mudança acontece quando a gente consegue tirar ele da posição horizontal, da poltrona, quase que acamados, para a vertical. Senta, se acomoda melhor na poltrona, oferece material, vamos pintar, vamos desenhar”.

O convite aceito vai mudando a paisagem, anima também quem ainda está no calor da luta.

“A gente geralmente quando está fazendo quimioterapia fica muito tempo aqui dentro. Então é uma forma de passar o tempo, ajuda bastante”, disse Wesley Brito, de 18 anos.

E se ajuda, está aí um ótimo motivo para o Criança Esperança apoiar. Mobilizador da campanha da Globo, Tony Ramos foi conhecer a criação do médico Sidnei Epelman e da mulher dele, a psicanalista Claudia Epelman.

A Tucca foi criada há 20 anos e cresceu com ajuda e doações que fizeram a ideia decolar.

“Oferecer a melhor chance de cura, cura para um paciente e não para um tumor. Esse olhar maior é nesse sentido, pegar todas as necessidades”, disse o diretor da Tucca, Sidnei Epelman.

“Solidariedade deveria ser mandamento número 1 de nós, seres humanos. Solidário é ver as pessoas que estão lá dentro absolutamente conscientes do que têm que fazer. A arte é transformadora. A cultura é transformadora”.

E o retorno pode vir na forma de medalhas do ex-paciente que virou paratleta de tênis de mesa.

“Isso tudo faz o seu organismo reagir de uma forma diferente. E se o organismo reage de uma forma diferente, fica muito mais fácil vencer o câncer, como aconteceu comigo”, contou Alexandre Kavazoi.

A sua doação é depositada diretamente na conta da Unesco e não tem dedução fiscal.

Notícia Original em: www.g1.globo.com

arte, campanha, esperança

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